Sou um pouco suspeito pra falar sobre o Diomedes Chinaski, então essa postagem pode soar um pouco clubista, se soar me desculpem…
Graças a Sulicidio eu abri novamente meus olhos pro Rap Nacional com uma visão mais ampla. Eu estava um pouco afastado do RAP Nacional quando… BUM! “Essses caras do Norte/Nordeste são f**a!”. Os versos que mais me chamaram atenção em Sulicidio foram os do Chinaki embora o Baco também tenha mandado muito bem, e usado punchlines mais incisivas o que chamou atenção no Chinaski foi a técnica. Isso me fez procurar mais trabalhos dele e me impressionar com tantas musicas boas lançadas por ele com participações boas de ótimos artistas, e realmente “Estavam deixando o Norte/Nordeste de lado na cena” porque os caras são bons pra p***a pra ficar no anonimato. (Falei que soaria clubista)
Introduções introduzidas vamos direto aos detalhes sobre a faixa, já no primeiro dia do ano Diomedes Chisnaski chega com um re-lançamento simplesmente pesado “Ouro (Versão Divina)“. A primeira versão de “Ouro” já era uma musica de outro planeta, muito bem produzida por “PittThaKiD” com aquele sample no início de “Someday we’ll be together” da Diana Ross e num beat totalmente calmo, até entrar a caixa e o bumbo que chega de uma forma agressiva mas ao mesmo tempo atenuante, o que não deixa a instrumental se sobressair ao vocal deixando a mensagem clara e uma combinação perfeita.
Isso já na primeira versão da faixa agora na segunda com a produção do “Mazili” eles conseguiram elevar o nível de algo que já estava nas alturas, eles não brincam quando dizem o famoso ditado no RAP “O Céu é o Limite” já na primeira impressão você vê que o nível foi elevado, você pode notar que agora tem uma banda por trás da produção, no inicio você percebe um ‘solinho’ de guitarra dando abertura pra entrada dos metais e quando chegamos na parte que o Bumbo chega com a Caixa a gente tem a mesma sensação da original só que triplicada porque o Mazili explorou um pouco dos elementos do TRAP dentro do tempo Bumbap da original, o que manteve a voz em harmônia e deixou a faixa realmente “DIVINA”.
O vocal ficou bem mais limpo e melhor masterizado, nessa nova versão Chinaski também explorou melhor a interpretação vocal e trouxe uma gravação com o sentimento bem mais transparente na sua voz o que nos faz sentir melhor a emoção que ele tenta passar com as linhas de Ouro. A letra não mudou nada além da adição de uma ultima Punchline que fechou o som com Chave Mestra de Ouro.
“Esse ano me obriga a fazer um clássic,
Um rito de o Illmatic
Ando fumando as cinzas de Eazy E,
Pra tentar fazer um disco que ressuscite Tupac”
O clipe filmado, editado e dirigido por Rostand Costa. Ficou simples com uma bela fotografia exaltando a beleza do cenário de Pernambuco em volta, com um filtro de cores que mistura um pouco Quente/Frio dando uma sensação mista que combina com aquilo que eu tinha citado sobre o beat ser agressivo de uma forma atenuante, deixando o céu de uma cor meio dourada, talvez pra relacionar ao nome da Track e não deixando de dar enfase no Chinaski rimando em primeiro plano .
Diomedes Chinaski já começou o ano mostrando que não está de brincadeira, e lançou no primeiro dia do ano uma música de nível elevadíssimo, mostrando que ele não esta pra brincadeira em 2017.
Confira abaixo o clipe de Ouro (Versão Dívina) de Diomedes Chinaski:
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